Luiz de Miranda, entre os maiores poetas do mundo, o que tem a obra mais vasta. Candidato ao Prêmio Nobel de Literatura 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017.

O poeta Luiz de Miranda, candidato cinco vezes consecutivas ao Nobel de Literatura, em 2015 comemorou seus 70 anos no dia 06 de abril às 19:30 no Espaço  Delfos, da PUCRS, com o lançamento de seu livro número 40: “Rumos do Fim do Mundo”. “Arte na Poesia de Miranda”, com 65 obras de vários artistas plásticos sobre poemas do poeta, entre eles com a presença de Danúbio Gonçalves, Xico Stockinger, Waldeny Elias, Ana Alegria, Vasco Prado, entre outras, coordenadas pelo Prof. Dr. Ricardo Barberena, será apresentada no primeiro semestre de 2017, na PUCRS. Já foi lançada a segunda edição de seu livro em francês “Trilogie Du Bleu”, pela editora Yvelinédition, em março de 2016, no Salão do Livro de Paris, onde, em 2017, será lançada sua nova obra “Salut Paris, Patrie des Âmes”, e entregue o “Prix De La Littérature Luiz de Miranda” na Divine Académie Française des Arts, Letres et Culture,  para França, África e América Latina. Depois, na Universidade das Ilhas Baleares, Palma de Maiorca, Espanha, haverá uma cerimônia sobre o trabalho de Miranda, coordenada pelo Prof. Dr. Perfecto Cuadrado. Saiu em novembro de 2010 um outro livro sobre a obra do poeta: “Luiz de Miranda, o Senhor da Palavra”, de Eduardo Jablonski, pela EDIPUCRS.

Poeta nascido em Uruguaiana, completa em 2017 seus 50 Anos de Carreira Literária. Luiz de Miranda tem 40 livros publicados, a maior obra do mundo, com 4.318 páginas, o que impressiona pelo volume, sem, no entanto, comprometer o conteúdo e qualidade, com poemas que mantêm a qualidade estética, temas teatrais que vão desde a esfera social ao lírico amoroso e à epopeia, e conduzem demonstrações a um público adulto e maduro, esgotando as edições da maioria de seus livros. Miranda lançou em maio de 2013 “Salve Argentina” em espanhol. 188 páginas, tradução da escritora argentina Patricia da Luz. Este livro foi escrito entre 24 de maio e 8 de julho de 2007, em Uruguaiana, fronteira com a Argentina, onde o poeta nasceu e viveu 21 anos, acompanhado pela música do amigo e genial compositor Astor Piazzolla. É a maior canção de louvor à Argentina feita no mundo. Em junho de 2015 viajou para Buenos Aires e entregou o livro para a presidente da Argentina, Sra. Cristina Kirschner. Saiu um artigo de uma escritora argentina elogiando o livro do poeta em um jornal de Buenos Aires. Em 2014, a Companhia Pradense publicou sua Antologia Definitiva, 328 páginas, o melhor que ele produziu em sua vida.

Luiz de Miranda, Luiz Carlos Goulart de Miranda, nasceu em Uruguaiana[1], na fronteira com o Brasil, Argentina e Uruguai, no dia 6 de abril de 1945, na rua Aquidaban, hoje Av. Flores da Cunha, em um pequeno bairro, ao lado do rio Uruguai. Desde que era criança, entrou em contato com a literatura através da língua espanhola, porque dominou essa língua. Quando tinha 17 anos, comprou alguns livros na livraria Sarmiento, em Passo de Los Libres, Argentina. Então conheceu Pablo Neruda e Vicente Aleixandre, que mais tarde receberam o Prêmio Nobel de Literatura. Também comprou a obra completa de Cruz e Sousa, o primeiro livro de poesia brasileira que adquiriu.  Foi criado por sua avó Francisca Goulart de Miranda, sua mãe, também Francisca, e seu padrasto, Elpídio Alvino Nunes da Rosa, todos analfabetos. Uma vez, falando com José Saramago, o único Prêmio Nobel português de literatura, o escritor português disse ter algo em comum: os seus pais também não sabiam ler. Feliciano, o tio mais velho, levou a família para Uruguaiana, onde nasceu Luiz de Miranda. Perseverando Goulart de Miranda, seu padrinho, também ajudou a criá-lo. A mãe Francisca conheceu o futuro pai que trabalhava na ponte Uruguaiana. Eles não se casaram, e o homem voltou para Cambará do Sul. Quando tinha nove anos, a família foi para um rancho de férias. Era 5 de fevereiro de 1955. O caminhão onde eles foram virou na primeira ponte da saída da cidade, e seu irmão, José Newton de Miranda, três anos mais novo que ele, morreu. Em agosto de 1966, mudou-se para São Paulo, antes de passar pela China, onde fez um curso de guerrilha. Fez um curso de teatro com Paulo Mendonça[2], e recitava poesia com Paulo Gracindo[3], ambos em São Paulo. Em 1967, conheceu o poeta e crítico literário Cassiano Ricardo. Ele leu os primeiros dois livros de Luiz de Miranda, Versos ao Longe e Poemas em Preto e Branco, e os definiu como não tão bons. Ele indicou o poeta Guilherme de Almeida para orientá-lo a escrever. Luiz de Miranda, sempre rebelde, não aceitou a indicação, mas pediu conselho a Cassiano Ricardo que lhe indicou 25 livros sobre poesia. Depois de ler o poeta rasgou os seus dois primeiros livros e começou a partir do zero. Ele sempre foi humilde diante do grande escritor da literatura brasileira. Ouvia Carlos Drummond, Cassiano Ricardo, Dyonélio Machado, Erico Verissimo, Mario Quintana, Raul Bopp e outros. Ele tirou lições da vida e da literatura. Construiu sua visão literária com base na literatura brasileira, portuguesa e espanhola. Considerava-se uma pessoa que sempre esteve perdendo: namoradas, irmão, mãe, família, casa, mas nunca perdeu a poesia. Ele amou muitas mulheres e nunca casou nem tem filhos, participou da luta armada contra a Ditadura Militar, tornou-se famoso e tem muita experiência diferente na área artística, além de ter jogado futebol profissional no Sá Viana de Uruguaiana, onde foi homenageado nos seus 60 anos com o busto de Xico Stockinger, e está no Guiness Records como único poeta vivo com busto em campo de futebol. Em dezembro de 2009, Luiz de Miranda entregou seu material de entrevistas e poemas publicados pelos jornais, além de outros documentos, livros e cartas para o Espaço Delfos – Espaço e Memória Cultural da PUCRS[4], em Porto Alegre[5].

Academia

Luiz de Miranda é uma antítese. Ele não tem família, esposa ou filhos, e vive sozinho por décadas. Mas gosta de ficar entre outros, principalmente à noite, quando encontra escritores, artistas, cantores, professores, intelectuais. Ele bebe vinho e fala. Devido a essa necessidade, se aproximou de associações e academias de escritores. Na Academia Brasileira de Letras, por exemplo, de quem recebeu um Prêmio de Poesia em 2001, postulou três vezes mas não concorreu devido ao conselho de seu amigo Antônio Olinto, de mais de 80 anos, que lhe disse que ninguém atingiria os 50 mais 1 dos votos necessários. Miranda em entrevista declarou que nunca mais concorreria à Academia. Em 2000, foi eleito para a Academia do Sul do Brasil, e tornou-se Sócio do Instituto Simões Lopes Neto[6]. Em 2013, foi eleito Membro Titular pelo PEN Clube do Brasil, a 16 de abril, no Rio de Janeiro.

Amigos

Dedicado a seus amigos (sempre lhes faz dedicatórias), Luiz de Miranda tem muitos amigos entre os maiores escritores e artistas. Conheceu quatro prêmios Nobel de literatura: Pablo Neruda, que lhe disse para continuar escrevendo poesia; José Saramago, que realizou coincidências entre eles; Camilo José Cela, de quem recebeu esta frase: A meu amigo e companheiro; e Gabriel García Márquez. Em geral, ele sempre tinha amigos escritores mais velhos, hoje quase todos mortos, como Houaiss[7], Drummond[8], Werneck Sodre[9], Dyonelio Machado[10], Erico Verissimo[11] e Jose Augusto Seabra[12]. Outro de seus grandes amigos foi Gerardo Mello Mourão[13], com quem almoçava todos os domingos, desde que chegou ao Rio em 1976. Mourão participou de todos os lançamentos de Luiz de Miranda na Cidade Maravilhosa[14]. De 1976 a 1979, no Rio de Janeiro, ele se tornou amigo das mais importantes personalidades brasileiras de literatura e arte, como Affonso Romano de Sant’Anna, Alceu Valença, Antônio Houaiss, Antônio Olinto, Ary Quintella, Beth Carvalho, Carlos Drummond De Andrade, Clara Nunes, Dias Gomes, Ferreira Gullar, Gerardo Mello Mourão, Ivan Junqueira, Ivan Lins, Maysa Matarazzo, Ledo Ivo, Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, Martinho da Vila, Nelson Werneck Sodré, Paulo Gracindo, Raquel de Queirós, Rubem Braga, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros. Quando ele participava da luta armada, uma de suas funções era transferir pessoas do Rio Grande do Sul para o Uruguai e, anos depois, para Santiago (Chile), quando o presidente Salvador Allende organizou um governo socialista. Lá ele foi apresentado a Pablo Neruda que o convidou para almoçar em um restaurante em Viña del Mar, onde Neruda disse que viu algo diferente em Luiz de Miranda. Em meados de 1970, Luiz de Miranda visitou Jorge Luis Borges, o gênio argentino. Ele teve a oportunidade de conhecer o “Portenho” no início de 1970, mas recusou, porque Borges apoiava a direita. Com os anos, ele admirou outros escritores de direita, como T.S. Eliot e Ezra Pound. Então foi a casa de Borges em 1975 e Jorge Luis Borges pediu a Luiz de Miranda que lesse um de seus poemas e disse: “Muy Bueno. Vos sabes escribir”[15].

Ditadura

Seu tio era amigo de comunistas. Sobre estes, Ulisses Villar, coloca Luiz de Miranda no movimento. Villar perguntou se ele gostaria de participar de uma viagem à China. Luiz de Miranda, cujo apelido passou a ser Comandante Gonzalez, se formou em estratégia de guerra. Viveu com o ex-prefeito de Porto Alegre, atual representante Raul Pont, conhecido como Gordo Jorge. Luiz de Miranda se mudou para São Paulo, e se juntou a Caio Martins, braço direito de Carlos Marighela (1911 – 1969)[16]. Luiz de Miranda pediu a Caio uma conversa com Marighela, a quem deu a ideia de voltar ao Rio Grande do Sul, onde poderia transportar pessoas para o Uruguai. Marighela gostou da atitude, e Luiz de Miranda – ou seja: comandante Gonzalez – começou a transferir pessoas para o Uruguai e, anos depois, para o Chile. Quando voltou a Porto Alegre, foi conversar com Dom Pinheiro, porque Luiz de Miranda estava vinculado à Igreja Metodista. O bispo o fez gerente do orfanato do IRMA. No Colégio Metodista, onde estudou Teologia, os estudantes fizeram greve de fome, por 48 horas, em maio de 1968, e conquistaram a faculdade. Em primeiro de maio, começaria sua peça com base em sua poesia “Povo, Palavra, Amor e Liberdade”, mas o trabalho foi censurado pelo exército. Luiz de Miranda participou de muitos movimentos revolucionários contra o exército brasileiro. Naquela época, ele conseguiu um emprego em um banco, mas, por causa de seu envolvimento com a política, perdeu a vaga. Participou do desfile de Cem mil, quando o estudante Edison Luiz morreu. Em março de 1968, no Rio de Janeiro. Esta caminhada era uma manifestação popular contra a ditadura. Começou a envolver-se em política. Em agosto de 1968, ajudou na campanha de um candidato à Câmara Municipal de Alegrete, Cassiano Paim da Mota, do partido MDB. Fazia discursos fortes e violentos contra a Ditadura, o que levou ao pedido de sua prisão. Quando o Al-5[17] começou em 13 de dezembro de 1968, muitas pessoas foram revogadas ou desapareceram. No dia 14, Luiz de Miranda e outras cinco pessoas (José Angelli, Euzebio França, Carlinhos Lopes, Eleú Rosa de Menezes e Luis Afonso Almeida) escaparam de Alegrete. Eles foram para a fazenda do Paulinho, na fronteira da cidade de São Francisco de Assis, onde ficaram 18 dias vivendo nos matos do rio Ibicuí. No outro dia, algumas pessoas chegaram e disseram que só Miranda, Eleú e Luis Afonso deveriam permanecer escondidos. Os outros voltaram para Alegrete. Passaram o Natal dormindo no chão e assim foi até o dia 31 de dezembro. Como nada sabiam do que acontecia no país, Miranda decidiu ir a Alegrete para saber o que acontecia. Ele e Luis Afonso, armados, foram à estância para de lá tomar caminho, mas já estavam esperando pessoas amigas que traziam a notícia de que somente Miranda deveria ficar na clandestinidade. Ele foi até o Alegrete para encontrar sua namorada, que tinha ido com a família para a Bahia. Então ele recebeu dinheiro de José Pinto Bicca de Medeiros que mandou um de seus carros levá-lo para o Uruguai, onde ficou até fevereiro. Depois voltou a Uruguaiana para conversar com Ulisses Villar. Ele se matriculou na Faculdade de Filosofia em Uruguaiana, e continuou a passar pessoas através do Uruguai. O poeta Laci Osorio saiu de Uruguaiana para a cidade de Alegrete, mas não voltou. Sem medo, Luiz de Miranda decidiu resolver o problema. Ele foi para a sede do exército, onde geralmente o povo era preso. O major Mauro fez o interrogatório. Luiz de Miranda pensou que era estranho, e percebeu que tinha alguma coisa contra ele, e o major tinha uma foto com Luiz de Miranda e Laci Osorio onde estava a frase: “Viva a revolução”. Luiz de Miranda permaneceu na sede com Laci Osorio por um mês. Em final de 1969 voltou para Porto Alegre e foi morar no apartamento de Raul Pont, depois Prefeito de Porto Alegre. Em dezembro de 1970, coordenou o último roubo de banco feito por todos os segmentos da luta armada da cidade de Porto Alegre. Luiz de Miranda teve um encontro com uma enfermeira no Hospital Conceição, a fim de descobrir dia e hora do pagamento do pessoal para passar a informação. O assalto foi feito com êxito e 14 guerrilheiros foram para o exílio. Despedido da Igreja Metodista, morou no apartamento de Raul Pont e transferiu seu curso de Filosofia para a PUCRS, em Porto Alegre. Enquanto Raul Pont estudava em São Paulo, deixou o apartamento para Luiz de Miranda, que fez lá um Aparelho da Guerrilha, e ajudava guerrilheiros a fugir para o Chile. Em 1971, Luiz de Miranda foi detido no Teatro Arena, preso e torturado. Ele foi torturado pelo diretor do DOPS[18] Pedro Seelig.

Empregos

Como quase todos os escritores de sua geração, ele trabalhou para a imprensa. Foi o primeiro redator do famoso programa da Rádio Gaúcha no Rio Grande do Sul, em 1971, “Sala de Redação”. Ele já havia trabalhado para outras estações de rádio em Uruguaiana. Publicou textos no jornal Correio do Povo durante 20 anos, de janeiro de 1968 a 1988. Em 1973, trabalhou como jornalista do jornal Zero Hora, o maior do Rio Grande do Sul. Ele também trabalhou em propaganda, diversas agências, e para a Zero Hora. No mesmo ano, mudou-se para o Rio de Janeiro, para escrever para O Globo, um dos maiores jornais do Brasil. Lá ele fez tudo no setor cultural. Em 1976 escreveu a peça “Poesia Gaúcha em Ação”, o último recital sobre poesia gaúcha, feito até hoje. Em 1978, escreveu para o Jornal do Brasil ensaios sobre literatura. Em um bar no Rio, no final de 1978, recebeu um convite do cientista italiano Stefano Moretti para escrever o texto de um projeto. Ele receberia 22.500 cruzeiros por isso, uma grande quantidade de dinheiro naquela época. Publicou Solidão Provisória, em 1978, que teve um grande sucesso. Nesse tempo, ele costumava vender 200 livros em um lançamento. Os escritores brasileiros mais importantes foram a seus eventos. Em 1981, a editora L&PM convidou-o para traduzir um poeta da língua espanhola. Ele escolheu Pablo Neruda. Em 1982, se juntou à festa PDT[19]. Com o jornalista Glênio Peres, desenvolveu o Movimento Socialista de Cultura do PDT. Em 1982, criou e foi presidente da Associação Gaúcha de Escritores, quando sugeriu o nome de Mario Quintana, um famoso poeta gaúcho, para uma grande casa de cultura em Porto Alegre. Ele pediu para colocar escritores gaúchos nos exames de admissão da universidade, o que veio a acontecer. Foi diretor de Cultura na Prefeitura de Porto Alegre, em 1986, e o ideólogo criador da Secretaria Municipal de Porto Alegre. De 1990 a 1994, foi coordenador de projetos especiais para o governo do Rio Grande do Sul. Luiz de Miranda tem uma relação de 500 mulheres, tais como atrizes famosas, cantoras, artistas plásticas, além de todos os tipos de mulheres bonitas, mas nunca teve um caso com uma escritora. Autor da letra “Palavra”, com o famoso músico gaúcho Kleiton Ramil, representou o Brasil no XX Festival Internacional de Música da cidade de Viña del Mar, no Chile, em 1979. Outra de suas músicas, “Pampa de Luz”, é considerada pelo músico e intelectual Arthur de Faria uma das melhores músicas do século XX. Em 2004, ganhou o 20° Musicanto com “Tambor da minha terra”, com o cantor Ernesto Fagundes. Ganhou, em 2008, com Ernesto Fagundes e a música “Feliz Viagem”, a Moenda da Canção, em Santo Antônio da Patrulha, no Sul do Brasil. Ele teve o show “Porto de Luz”, com sua direção, no Teatro Renascença em 1979. Uma dessas músicas obteve um enorme sucesso com mais de dez gravações de importantes músicos gaúchos.

Publicações

Miranda começou a publicar poemas no jornal em 1963, em A Plateia, em Santana do Livramento. Em 1969, publicou seu primeiro livro: Andança. Em 1973, Memorial abriu-lhe as portas para a literatura nacional. No Rio, em 1978, publicou Solidão Provisória, considerado nesse ano como o melhor livro de poesia do país pela Zero Hora e Jornal do Brasil, com apresentação de Ferreira Gullar e Nelson Werneck Sodré, dois importantes escritores da literatura brasileira. Em 1981, publicou Estado de Alerta, que encerra o Quarteto dos Anos de Chumbo, que será lançado em 2017 comemorando os seus 50 Anos de Vida Literária. Sairá também a quinta edição de Porto Alegre, Roteiro da Paixão, que recebeu três prêmios internacionais, dois nos Estados Unidos e um no Panamá. Em 1986, era o tempo de Amor de Amar, L&PM Editores. Começou a organizar livros grandes: Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonia – 384 páginas; Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania – 304 páginas (Prêmio Nacional de Poesia em 2001 da Academia Brasileira de Letras); Trilogia da Casa de Deus – 280 páginas; Cantos de Sesmaria, com 280 páginas. Nunca Mais Seremos os Mesmos, lançado em 2005, é um longo poema com 416 páginas, Prêmio Negrinho do Pastoreio para o Melhor Poeta do Rio Grande do Sul. Publicou Monolítico, um grande poema com 293 páginas e apresentação por um dos mais importantes intelectuais europeus, Perfecto Cuadrado.

Reconhecimento

Em termos de reconhecimento literário, ele recebeu muitos prêmios importantes. Em 1971, já havia recebido o Prêmio Estadual de Poesia. Em 1985, recebeu em Nova York, o prêmio Independence Day. Sobre a telenovela Mulheres Apaixonadas, da Rede Globo, mostrou seus poemas através do personagem Fred que estava cuidando de uma biblioteca. O prêmio Cultural Expression, da República do Panamá, foi-lhe concedido em 1985. No mesmo ano obteve o Prêmio Excelente na América pelo programa de TV Cita con las Americas, de Nova York. Em 1988, ganhou o Prêmio Erico Verissimo, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, além do título Cidadão de Porto Alegre, em 1997. Luiz de Miranda também recebeu muitos outros prêmios[20]. Em termos de prêmios no exterior, ele conseguiu doze prêmios: quatro nos EUA, dois no Paraguai, dois na França, dois no Panamá e dois na Itália. Luiz de Miranda é considerado um dos melhores poetas de todos os tempos.

LIVROS DE LUIZ DE MIRANDA

• Andança. Alegrete: Cadernos do Extremo Sul, 1969.

• Memorial. Porto Alegre: A Nação / IEL, 1973.

• Solidão Provisória. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978.

• Estado de Alerta. Porto Alegre: Movimento, 1981.

• Porto Alegre, Roteiro da Paixão. Porto Alegre: Ed. Tchê, 1985.

• Amor de Amar. Porto Alegre: L&PM, 1986.

• Antologia Poética. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.

• Luiz de Miranda. Porto Alegre: IEL, Autores Gaúchos, n° 16, 1988.

• Livro do Passageiro. Porto Alegre: Cultura Contemporânea, 1992.

• Livro dos Meses. 3. ed. São Paulo: FTD, 1999.

• Poesia Reunida. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira / IEL, 1992.

• Livro do Pampa. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 1995.

• Amores Imperfeitos. Porto Alegre: Sulina, 1996.

• Incêndios Clandestinos. Porto Alegre: Coleção Petit-Poa, SMC, 1996.

• Nova Antologia Poética. Porto Alegre: Sulina, 1997.

• Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonias. (Livro dos Mistérios – Incêndios da Vida Inteira – Livro das Ausências – Amada Sempre). Porto Alegre: Sulina, 1999.

• Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania (Madrugada Azul – Talismã – Ventania). Porto Alegre: Sulina, 2000.

• Trilogia da Casa de Deus (Longidão – Templário – Misericórdias). Porto Alegre: Sulina, 2002.

• Cantos de Sesmarias. Porto Alegre. Sulina, 2003.

• Poesias das Capitais, São Paulo: FTD, 2003.

• Nunca Mais Seremos os Mesmos. Porto Alegre: Nova Prova, 2005.

• Porto Alegre, Roteiro da Paixão Reedição Secretaria Municipal de Cultura, 2007.

• Monolítico. Jaraguá do Sul. Design, 2009. • Melhores poemas. São Paulo: Global, 2010.

• Trilogie du Bleu, de la Mer, de L’aube et Grands Vents. Paris: Yvelinédition, 2010.

• Vozes do Sul do Mundo. Porto Alegre: Edipucrs, 2011.

• Rio de Janeiro, Canto de Luz Mar Adentro. Porto Alegre: Edipucrs, 2011.

• Salve Portugal. Porto Alegre: Edipucrs, 2012.

• Amores Amargos. Porto Alegre Edipucrs, 2012.

• Salve Argentina. Porto Alegre: Edipucrs, 2013.

• Vastidões da Pampa Inteira. Porto Alegre: Edipucrs, 2013.

• Antologia Definitiva. Porto Alegre. Editora Pradense, 2014.

• Rumos do Fim do Mundo. Porto Alegre. Editora Pradense, 2015.

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS

• Seis Poetas Gaúchos. Porto Alegre: Assembleia Legislativa, 1976.

• Chalé da Praça XV. Porto Alegre: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1982.

• Marcas de Guardar. Porto Alegre: Amrigs, 1983.

• Antologia da Poesia Brasileira Contemporânea (org. NEJAR, Carlos). Lisboa, Portugal, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1986.

• Poesia Gaúcha 1. Porto Alegre: Instituto Municipal do Livro, 1986.

• Cultura Mercosul (org. ACHUGAR, Hugo). Montevidéu: Logos, 1991.

• Antologia da Nova Poesia Brasileira (SAVARY, Olga). Rio de Janeiro: Ipocampo, 1992.

• Mercopoema. Porto Alegre: Alcance, 1993:

• Uma Questão de Liberdade (org. MASINA, Léa). Porto Alegre: Tchê / IEL, 1993.

• Conversa com Verso. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1994.

• Antologia da Poesia Uruguaianense (org. TUBINO, Soares). Uruguaiana: Grupo de Cultura, 1997.

• Autor Presente – Literatura Gaúcha (org. MASINA, Léa). Porto Alegre, IEL, 1997

• Tradução Poética e Plurilinguismo (poemas em 31 idiomas). Porto: Nova Renascença, 1996.

• Porto Alegre, à Beira do Rio e em meu Coração. São Paulo: Art Editora, 1996.

• Porto Alegre, que bem que me faz o bem que te quero. Porto Alegre: Exitus Editora, 1997.

• Cidades Gaúchas. Porto Alegre: Exitus Editora, 1997.

• Pampa Gaúcho – A Terra e o Homem (org. CORONEL, Luiz). Porto Alegre: Exitus Editora, 1997.

• Poesia e Cidade (org. CAMARGO, Dilan). Porto Alegre: Associação Gaúcha de Escritores, 1997.

• Porto Alegre, Memória Escrita (org. BERND, Zild). Porto Alegre: SMC, 1998.

• Passapuradi (tradução para o Catalão por Perfecto Cuadrado). Palma de Maiorca: 1999.

• Como Árvores e seus cantores (org. FARACO, Sergio). Porto Alegre: Editora da Unisinos, 1999.

• Legado das Missões (org. CORONEL, Luiz.). Porto Alegre: W.S. Editor, 2000.

• Antologia comentada de Literatura Brasileira, Poesia e Prosa. (Org. Magaly Trindade Gonçalves, Zélia Thomaz de Aquino, Zina Bellodi). Editora Vozes: Petrópolis, 2006.

Tradução

NERUDA, Pablo. Últimos Poemas (o Mar e os Sinos). Porto Alegre: L & PM, 1983.

PRÊMIOS

• Prêmio Estadual de Poesia (1971)

• Prêmio Literatura, 1985, do jornal Os Brasileiros, cidade de Nova York, no Primeiro Festival Nacional da Rua do Dia Nacional da Independência.

• Prêmio Expresion Cultural, da República do Panamá (1985).

• Prêmio Excelencia en las Americas, do programa de TV americano Cita con las Americas, de Nova York (1985).

• Condecoração do Instituto Turístico do Panamá, por seu trabalho como Diretor de Cultura de Porto Alegre (1986).

• Prêmio Internacional de Poesia, Panamá (1987).

• Prêmio de Literatura Erico Veríssimo, da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre (1988).

• Prêmio de Poesia, 1987, jornal Kronica e Epatur.

• Prêmio Valores Culturales de las Américas, do programa de TV americano Cita con las Americas, de Nova York (1988).

• Prêmio Clave de Sol, do Clube de Compositores do Rio Grande do Sul (1988).

• Prêmio Poesia, Paraguai (1993).

• Prêmio Grande Poeta Latino-Americano – do Governo do Alto Paraná, (1993).

• Prêmio Literatura e Família: O Nobre Desejo, Bolonha; Itália (1993).

• Prêmio altamente recomendável, da Fundação Nacional do Livro para Crianças (1993).

• Título Cidadão de Porto Alegre (1997).

• Seu livro “Solidão Provisória” foi considerado o lançamento mais importante de poesia pelos jornais Zero Hora e Jornal do Brasil, em 1978.

• Prêmio da Academia Brasileira de Escritores em 2001, e finalista do Prêmio Jabuti.

• Prêmio Negrinho do Pastoreio ao melhor poeta do Rio Grande do Sul (2005).

• Prêmio Açorianos de poesia (2009).

• Prêmio Medalha da Câmara dos Deputados do Rio Grande do Sul, 2010.

• Prêmio da Academia de Escritores, Ciências e Artes da França, 2010.

• Prêmio Medalha de Ouro do Senado Francês, Paris, 2011.

• Condecoração de 45 anos de Poesia de Luiz de Miranda, Sociedade Argentina de Letras, Ciência e Artes, cidade de Concordia, 2012.

• Condecoração de 45 anos da Poesia de Luiz de Miranda do Departamento de Cultura da Argentina, 2012.

• Condecoração de 45 anos da Poesia de Luiz de Miranda da Câmara dos Vereadores na Cidade de Uruguaiana, 2012.


[1] É uma cidade no sul do Brasil, com mais de 130 mil habitantes. [2] Ele é um importante ator brasileiro. [3] Outro importante ator brasileiro. [4] É a segunda maior universidade do Rio Grande do Sul, um estado do Sul do Brasil. [5] É a Capital do Rio Grande do Sul. [6] Ele é considerado um dos mais talentosos escritores do Rio Grande do Sul. [7] Ele foi ministro da Educação no Brasil e desenvolveu um importante Dicionário Português. [8] Ele era poeta e cronista. [9] Ele era um escritor. [10] Ele era psiquiatra e romancista. [11] Ele é considerado o melhor romancista do Rio Grande do Sul. [12] Foi Ministro da Cultura em Portugal; É crítico literário e especialista na poesia de Fernando Pessoa. [13] Ele era um escritor. [14] É o apelido do Rio de Janeiro. [15] “Muito bom. Você sabe escrever”. [16] Ex-representante do partido comunista (PCB), da Bahia, um estado do Brasil. [17] Foi uma política que tirou os direitos civis e a liberdade dos cidadãos e políticos brasileiros. [18] Foi um exército brasileiro que torturou e matou brasileiros durante a ditadura do exército. [19] É um importante partido de esquerda na política brasileira. [20] Você pode vê-lo no final do livro.


Luiz de Miranda

Cx. Postal: 10724 – CEP 90001-970 – Porto Alegre / RS – Brasil 

Fones: 55 (51) 3085.9947 e 55 (51) 9179.4891 

E-mail: luizdemiranda@terra.com.br 

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